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Arquivos do Autor:Cecilia Cavalieri
equívoco
um gesto como eternidade [carta] para L. ela para juntar os restos reunir aquilo que resta quando já tudo foi retirado. aquilo que é fragmento, mas que também é inteiro e ocupado por intensidades. juntar estes corpos que são a … Continuar lendo
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pír
pír from cecilia cavalieri on Vimeo.
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dê uma chance :)
vândalo de corpo
um dia você vai coincidir consigo mesmo
e reparar que seu corpo tem dois centros gravitacionais e quando do umbigo o céu estiver coalhado de estrelas vão dizer que está errado que a disposição dos astros é equivocada que a luz tem um tempo diferente desse que … Continuar lendo
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“L’amur is what appears in the form of bizarre signs on the body” {Lacan
<3 “Love, of course, makes signs and is always mutual. I put forward that idea a long time ago, very gently, by saying that feelings are always mutual. I did so in order to be asked, ‘Then what, then what, … Continuar lendo
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todo o céu concentrado no reflexo de um balde d’água
e nele eu mergulho o pano de espremer sobre seus cabelos e aparo com tesoura cega os centímetros mortos de dias tão felizes à direita um bezerro morre à esquerda o Jatobá rebrota tudo sobra sobre o chão gramado que … Continuar lendo
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disfunções programadas de amarelinha
quando vejo seu rosto, azul, lembro de quando era criança & brincava de desmaiar no ginásio da escola cabeça contra parede polegar sobre jugular prende o ar e solta até a paisagem granular crianças no autoenforcamento lúdico das horas na … Continuar lendo
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meu reino por um pesadelo novo
escorria para o fundo do rio até não mais sentir as veias; era lançada para fora do carro em alta velocidade até perder as veias para o asfalto; esperava, pacientemente, de quatro, os chutes de meu avô [pai de meu … Continuar lendo
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quer dizer
quer dizer from cecilia cavalieri on Vimeo.
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Tudo isso foi um sonho que tive essa semana
sobre a cama, ele continuava: “… O que acontece é que o homem quando goza, quando ejacula, consegue ver e pegar o seu gozo; ele sabe que ali está o seu espermatozóide, ele consegue, de certa forma, vê-lo e tocá-lo. … Continuar lendo
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das coisas mutiladas
quando olho as rugas macias de minhas mãos de bebê dedos gordinhos: eu os perdi , mas ao mesmo tempo nem perda ou ganho ou apenas a vontade truculentazinha de a vida se estender com seus ônus e o ônus … Continuar lendo
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descontinências
um verso preto distende um peso errado no corpo das vacas erguidas na água para salvar o mundo de sua própria graduação católica enquanto sua tenra voz mediterrânea chega lavada cinco horas mais cedo filtrada pela diversidade atlântica alegrias marítimas … Continuar lendo
mãe, eu fiz um filme
uma primeira experiência. obrigada, Guto, pela missão.
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carga viva
espelho trincado no teto : estou sobre mim sem o peso de mim alienada de mim com estrias de vidro em meu sexo com todas as deformações precisas lapidando meus acidentes em mim; mamilos rachados lábios rajados olhos estilhaçados e … Continuar lendo
these fucking blends
quando um ponteiro exclama quatro dois de meus sentidos escorrem pelo cóccix : o cheiro tumular da saudade tem notas viscosas de timo e um corpo inteiro do ansioso coentro essas nuvens irreversíveis são como as novas sensações estendidas entre … Continuar lendo
ecos da rarefação envelhecida dos pontos
deitei nas costas um lugar declínio e vi um homem com seu bigode de penas suturar a paisagem de meu corpo no côncavo dos dias mais intermináveis de minha vida.
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mínima melancolia comum
Max Richter, Vaughan Williams, Arvo Pärt, Brian Eno, Béla Bartók, Erik Satie, Balmorhea, Vincent Gallo, Yann Tiersen, Howard Skempton e Philip Glass. 18 músicas para ver o mundo de um jeito mais demorado. clique aqui para baixar [as imgs foram feitas … Continuar lendo
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perda
quatro passos e envergo o olhar sobre a escada que recolhe os efeitos da luz; a virgem do vitral carimba minha cara e esqueço que o caminho de casa é só um desenho que eu supus. [são paulo, … Continuar lendo
~
um punhado de horas vaza entre os dentes & a língua marcada pela inscrição de outras dorme no tempo das coisas que brotam.
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da dissolução de um pacto
“carta a Alice ser um centro sem contorno à periferia de seus olhos me deu tantas alegrias quanto tristezas inscritas no corpo. dicotomia própria de nossas ambivalências, embora tudo o que tenha sobrado, tudo o que tenha sobrado de nós … Continuar lendo
“Não há poema sem acidente”
o que é poesia? Derrida respondeu, em 1988, na revista italiana Poesia de número 50. “… El corazón. No el corazón en media de las frases que circulan sin riesgo por las distribuidoras de rutas y que se dejan traducir … Continuar lendo
“Mélancolie au mirroir”
desafogando as abas do chrome. tudo [como quase tudo sempre] roubado do Jan Geerinck, que pesquisa sobre arte & erotismo e acompanho desde, hmmmmmmm, 2004?
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numérica
o medo de levar a fotografia a sério é, na verdade, o medo de ser capturada por ela, de ficar presa nela, de ter toda sorte de tempo roubada por ela… e de nela enquadrar o mundo dissipado, eneblinado… e … Continuar lendo
itinerário
a máquina em que mergulha um homem sentado em suas dobras de leitura _páginas amassadas de um desejo jugular_ reclama sua envergadura desnovelada do inverso das costas onde toda sorte de sorte e toda falta da falta inscreve seu ciclo … Continuar lendo
todo um rolo novo
ilford 400, p&b, tudo testado na câmera “emprestada” do João, uma incrível Minolta com olhos de zoom, enquanto minha Mirage descansa o olhar. o próximo filme promte ser mais íntimo da nova ferramenta. clique pra ver como ficou
like a river
vi meu corpo se explicar e toda natureza se curvar e todo vício desdobrar das juntas separadas pelas íntimas reticências esquerdas de um copo {o andamento de Paris que sustenta cada milímetro que se expele no tempo de depuração dos … Continuar lendo
“não serei nem terás sido”
no corpo de todas as coisas que nos cercam o tempo parece ser uma espessura modulada de acordo com as densidades das matérias de cada uma delas. é dos homens o tempo dos ponteiros, com números criados para controlar tudo … Continuar lendo
O corpo melancólico de Ana Mendieta {e outros corpos que assim virão
É impressionamentemente cristalino, para mim, perceber o trabalho da artista plástica Ana Mendieta como uma extensão física de seu corpo melancólico. E o que pretendo com esse texto não é um estudo, nem uma análise de seu trabalho/processo, mas observações … Continuar lendo
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1 Comentário
revoada [fluxodrama]
pela fresta mínima janela o mundo se derrama flui pássaros migram descontinentes aninham-se no outro estranho conhecido pouso assimilado pelo bálsamo da natureza que expande esplende & [nunca] se conclui.
nunca mais é para sempre
o espelho me deu duas décadas e uns anos a mais no rosto anguloso que nunca tive o espanto de me reconhecer de ir me assimilando na nova textura nos acidentes de um sorriso novo quando me olhei nos olhos … Continuar lendo
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quando êxtase precede a queda
uma de minhas fotógrafas favoritas, a americana Francesca Woodman cometeu suicídio aos 22 anos, em 1981. a maneira como expunha seu corpo e o fotografava sempre me despertaram certa angústia. tudo em seu trabalho parece ser um coágulo indissolúvel, algo … Continuar lendo
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Marcado com antes da queda, cia. perdida, fotografia, francesca woodman, juliana moraes, melancolia, p&b
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por uma pedra
na diáspora dos órgãos jasmim escorre corpo adentro lavá-los & perfumá-los é como benzê-los dar-lhes sentença de ida porque tudo pode se perder agora que um coração quis ficar dois
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chuva para Francis
do oásis da minha ignorância descobri Ponge. assim, totalmente ao acaso. e fiquei tão emocionada com o que li que, na época, fotografei as páginas em questão para enviar a mim mesma o regitro do que poderia-se dizer epifania… e … Continuar lendo
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Marcado com Beta de Aquarius, carlito, cris, epifania, Francis Ponge, Merleau-Ponty, Owen Pallett
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A vida dos outros
Nem você entendeu nem eu que não se é perverso aqui. Nem ninguém entendeu que perverso é o mundo que cataloga contemporâneos por suas gerações. Neste compêndio ficamos irremediavelmente distantes: Você Eu e o filho pródigo que jogamos atrapalhadamente no … Continuar lendo
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Marcado com compêndio de psiquiatria, long time ago, perversão, poema
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Marot para crianças ;)
La Petite Épître au roi foi escrita em 1518, por Clément Marot, e é uma bem-humorada epístola ao rei François 1er sobre o rimar. Não lembro o que ele queria com isso, mas era algo do rei rs. Fizeram uma … Continuar lendo
in C
Terry Riley, um dos pais do Minimalismo na música ao lado de LaMonte Young, Steve Reich e Philip Glass, é o compositor da minha adorada In C [1964]. Sua partitura é composta por fragmentos de diferentes durações, superpostos e adicionados … Continuar lendo
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Marcado com acaso, clin d'oeil, dó, in C, minimalismo, minimalismos, partitura, Terry Riley
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copo
a boca suja de leite não envenena a única certeza que amanhece nossos olhos. [julho, 2011]
amor 8 [que ainda não]
para Juliana Echeverri esse infinito que rebola no lusco-fusco do teu olhar ascende meu incêndio infantil de afogar os planetas e orbitar entre eles com um gosto azul-revolto sob a língua & a valsa quando mercúrio toca.
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Marcado com <3, ambíguo é o sapo, hahaha, juliana echeverri, poema, sim hermetismo não, valsa
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Intruso de quem?
“Desde a época de Descartes, pelo menos, a humanidade moderna fez do voto de sobrevivência e de imortalidade um elemento dentro de um programa geral de ‘domínio e posse da natureza’. Ela programou, assim, uma estrangeiridade crescente da ‘natureza’. Ela … Continuar lendo
toda chanson française é meio em loop
no dia de esvaziamento craniano mais agudo, quarta passada as knewn as 26/10, resolvi me apegar àlguma forma para dar lugar a um “poema” que julgava prolixo. over. deveras discursivo. demais. aí o dividi em 15 rigorosos haicais [5-7-5] e … Continuar lendo
<Skempton3
Desde 2003, quando ouvi o álbum Pianoworks [tocado pelo pianista John Tilbury] pela primeira vez, venho tentando encontrar coisas na internet sobre o compositor Howard Skempton. Quase em vão. O disco, aliás, fez parte da penúltima partilha de bens e … Continuar lendo
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Loulou, esta danada
Lou Salomé reins Friedrich Nietzsche and Paul Ree in front of her cart [1882] Fotografia de Paul Ree tirada no estúdio de Jules Bonnet, em Lucerne, entre 13 & 16 de maio de 1882. Em posse de um esquivo chicotinho, … Continuar lendo
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Moçambique tem Virgílio de Lemos. Obrigada Rita <3
Oblíquo o meu olhar Oblíquo o meu olhar, gesto e o jogo que musical desmantela em volta o espaço e retira à carne seu subjectivo desejo cego, visão do inenarrável, seus perfumes. Oblíquo o meu olho e o inquieto instante … Continuar lendo
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Marcado com moçambique, poema, rita, virgílio de lemos
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Éluard, Prévert, Kaponz & Spinoza
aí você olha esse título e pensa “quem será Kaponz?” não, não é nada do que se está pensando. ou quase. uma das coisas mais legais de seguir, pelo google reader, toda e qualquer atualização na web com a palavra … Continuar lendo
tente fazer isto em casa
você vai precisar de… um colega com dois braços e noções de ritmo. =) peça-gracinha minimalista que Steve Reich escreveu em 72 com o desejo de fazer uma música que prescindisse de instrumentos para além do próprio corpo humano. dá … Continuar lendo
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Marcado com clapping music, do-it-yourself, música, música contemporânea, minimalismo, minimalismos, partitura, steve reich
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reprodutibilidade
Homens faziam sempre [imitados por outros] mais depressa do que a mão desenha. Sua última trincheira, o rosto humano; local de um crime deserto _indícios numa competição esportiva no mesmo local com a mesma trajetória como efeito: a morte de … Continuar lendo
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Marcado com nossa estupidez nos levará ao melhor de nós, nossa suposta leveza arruinará tudo, OULIPO, walter benjamin
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